28/07/2011 - 22:56
Impressiona o nível de decadência moral atingido pela humanidade. Impossível catalogá-los. É a dispensação do individualismo, ignorância, sem virtudes, descarte de valores, lucro a qualquer custo, até no amoroso, total endeusamento antropocêntrico, da pedofilia ao desrespeito com animais e o universo sem problemas de consciência. Aí natureza e a fauna são afetadas. A ideologia conceitual que perpassa a cultura bendita pelo capitalismo e feudalismo obstaculizam perceber-nos parte integrante e não superior do restante da natureza. O leviano tráfico de animais e plantas é problema que a sociedade brasileira dista resolver, impedida pelo modelo econômico-cultural adotado, confusa na contradição da necessidade que o meio ambiente tem para saúde e das transgressões que alimentam seu espírito de ganância. Faz campanhas pela paz, ambientalismo, cidadania e o volume de leis elaboradas para serem ineficazes.
A preparação de professores e lideranças sobre a importância vital do engajamento em incluir estes conteúdos em sua atuação está relegada. Enquanto alguns recusam o processo de re-humanização dos homens, fortalecida pela diabólica tecnologia que escraviza desde o ventre materno, são necessárias leis rigorosas, aplicação sem diatribes do Judiciário, que punam curricular e financeiramente transgressores do equilíbrio natural dos seres vivos, algozes de animais e plantas, missionários da extinção das espécies. Obrigá-los a assistir, presença controlada as aulas de ecologia nas universidades.
Autor: Acir da Cruz Camargo
21/06/2011 - 06:12
A conhecida advertência quanto do desacato ao funcionário público tem contexto histórico, o Estado Novo, disputas entre nazi-fascistas e comunistas, no momento que se construía a nação brasileira, a Revolução nacional brasileira. Seu uso não se mais justifica. Sua utilização mal intencionada denota incompreensão e perversão dos deveres do funcionalismo e um retrocesso cultural numa geração que aprimora-se no exercício da cidadania. Incentiva má qualidade, desobriga a agilidade e gentileza.
Oportuniza preguiça, ociosidade, e corrupção, desperdício de impostos no pagamento de concursados. Aproveita-se da ignorância para intimidar e inibir cobranças de qualidade serviço e nas instituições. As instituições públicas carecem de curso introdutório para carreira estatal que clarifique a natureza da função. Se elegemos o máximo cargo do país, é incompreensível termos uma sociedade refém servidores que ditam a forma de atendimento popular, donos de repartições que impedem o acesso e direitos informações e encaminhamentos.
Romper com os redutos de vagabundagem e interesses particulares, com fiscalização social externa e independente, comprometida com o popular, a verdade e a democratização. Portar-se a população como senhora do serviço. Divulgando nas repartições os contatos de ouvidorias externas, caixas de sugestões para que a satisfação ou descontentamento popular registre-se. Esse escudo vergonhoso deve ser denunciado como instrumentos de intimidação da dignidade e do exercício da cidadania num emprego que exige seriedade, competência, avaliação social constante e trato.
Esses descaminhos e vícios do serviço público diminuirão a intensidade à medida que as pessoas se instruírem e constituírem da cidadania seu proceder e se tornarem exigentes, saindo da alienação e da passividade, percebendo o coletivo com melhores olhos.
Autor: Acir da Cruz Camargo
15/06/2011 - 03:51
A humanidade demora extinguir o indigno trabalho infantil. O Paraná escamoteia essa mancha. Sociedade avessa ao avanço da classe trabalhadora na partilha do poder e dos bens materiais, ao nacional e popular, mesclando modos de produção diferenciados desvia as atenções do mundo do impiedoso trato que dá às suas crianças. Cruel, dissimulada, anti-povo, classista, fomenta o discurso de que se nossos infantes não se ocuparem com o futuro se tornarão criminosos, discurso válido apenas aos pobres.
O trabalho infantil no Brasil tem história, políticos e senhores se valem da ignorância nessa ciência. Nasce com modo de produção escravista e resiste no tempo. Em 2008, a história econômica denunciou 141 mil crianças de 5 a 9 anos trabalhando no Brasil e o IBGE, cifrava quase 5 milhões de 5 a 17 anos.
Nem 1889 freiou a crueldade da exploração infantil mas encontrou a poderosa resistência e os impactos humanitários da Revolução russa de 1917. Presa ao semi-feudalismo, a política paranaense passa longe do pensamento social crítico e desconsidera a violência sutil com os menores. Escondemos a memória do sofrimento infantil nas máquinas do século XVII e ocultamos da população o direito de refletir a causa motivadora do trabalho infantil, pobreza material e espiritual e o distanciamento da escola.
A justa participação na riqueza nacional, concentrada em poucos, democratização das oportunidades de partilha pelos humildes, melhores condições em saúde e lazer, leis que protejam a infância e juventude, empenho do Estado em disseminar a consciência moral e de classe e escolarização compulsória e de qualidade.
A maldade e a consciência ngênua das classes se explicitam nas revindicações de fechamento dos programas e bolsas assistenciais do governo federal vulgarmente denunciados como assistencialistas. Assim o nazismo brasileiro tem fachada de dignidade humana. Prefeituras e Câmaras devem se empenhar na erradiçação dessa praga e não só papagaiar relatórios da ONU sobre a matéria com ares farisaicos.
Autor: Acir da Cruz Camargo
10/06/2011 - 01:22
A derrota desse destrutivo mercado das drogas que indigna os justos, destrói a essência da personalidade e a família está distante. Combina a ganância, violência moral, individualismo empedernido no precário estágio do desenvolvimento cultural.
É urgente escancarar sua periculosidade e poder, cientes de que até nas entranhas da segurança pública é capaz de penetrar, expurgando desse setor sua nociva presença. Além do que atenções amorosas com o povo produzem bons efeitos. Padecemos as misérias próprias do modo de produção injusto e desigual, que discrimina pobres, negros, crianças e idosos. A marginalização de parcela populacional do processo produtivo, classe média diplomada mas alienada e psicologicamente vazia nos transforma em presa do sucedido tráfico.
Seu êxito traz também resultados para fascistas sequiosos, oportunidade para o extermínio da pobreza. Consagra a ideologia militarista, policialesca, não social e anti-popular, que renegam ao povo condições e oportunidades dignas, transformando problemas sociais em intervenção policial armada. O neoliberalismo faz concessões às receitas de mercado excludente. É a acumulação primitiva de capital, que impede a fiscalização do imperialismo, razão porque provoca-lhe forte reação.
O enfrentamento desse nefasto mercado capitalista principia por deputarmos política, polícia, religião da ideologia das drogas através das legislações permissivas que tergiversam os mecanismos de controle e facilitando a impunidade. Ao Estado cabe adotar política nacionalista que priorize a saúde física e cultural do povo, considerando o tráfico crime danoso ao seu desenvolvimento. Uma ideologia social e popular que invista sem restrições em políticas de melhorias no acesso aos bens produzidos, tanto quanto, ao rigor com poderosos transgressores e oportunistas.
Autor: Acir da Cruz Camargo
03/06/2011 - 01:54
O comportamento dos motoristas, da obtenção da carteira à condução diária de veículos perpassa questões de caráter pessoal, educação familiar, escolar, grau de assimilação das noções de cidadania, respeito humano, ética pessoal e qualidade da formação de condutores. Das esferas dirigentes do município aos munícipes a cultura do desrespeito e da transgressão se afirma.
Se a política nos brindou com uma falta de política de trânsito, não tratada como questão de saúde e segurança pública, relegando sua administração a quem não possui conhecimento intelectual e prático a respeito da matéria, há também a indecência do oportunismo que ansioso busca pretextos para a criminalidade.
Com tantos maus exemplos, ausência de leis mais rigorosas, campanhas educativas, punição a bandidagem do trânsito, responsabilização pelo caos, a violência aos direitos humanos e os riscos à vida crescem exponencialmente. Falta-nos uma Autarquia atuante e com administração inteligente e operante, uma Câmara que se ocupe de questões essenciais. A classe política, infelizmente, assinalada pela deficiência de formação acadêmica e sociológica, caberia rever os conteúdos programáticos, as metodologias e o currículo nada exigente dos que ministram nos centros formadores, cujos ministrantes padecem de titulação apropriada, detendo-se somente nos aspectos técnicos, macetes e animação dos candidatos.
Que se imponha atualização constante, avaliações frequentes com perguntas reflexivas, produção de texto, embasada na Sociologia e no Direito. Inverta-se a ênfase programática, do veículo, da legislação do objeto para o homem. Aumente-se a carga horária e a permanência na formação. As questões sociais, ambientais, relacionamento humano, sociológicas tem tratamento superficial embora demandem especialista e profundo conhecimento crítico.
Autor: Acir da Cruz Camargo